Onde foi que eu errei? Deve estar perguntando o SIMON

A difícil arte de apitar

Fui perguntado no domingo e na segunda feira sobre o que achei do lance polêmico entre Cruzeiro e Flamengo, onde, supostamente, houve um pênalti do Leo Fortunato no Diego Tardeli, não apitado pelo árbitro Carlos Eugênio Simon.

A minha resposta foi única. Eu só vi o lance ao vivo pela Globo. O mesmo só foi repetido uma vez, e no mesmo ângulo. Eu preciso ver mais vezes, se possível em um outro ângulo, pois, na forma que vi um fato me deixou em dúvida: a bola, no lance entre o Diego e o Léo Fortunato, não foi para frente, ao contrário, sobrou por trás do Diego e um outro zagueiro do Cruzeiro, pegou a sobrea e saiu com ela dominada. Pela transmissão da Globo eu não tive certeza se houve antes o choque do zagueiro com o atacante. A reclamação forte do Diego Tardeli, no entanto, me deixou mais em dúvida. Se ele tivesse "cavado" o pênalti não teria reagido com tante viemência, é o que pensei, mesmo sabendo que cavar lances é uma prática do Diego.

A jornada na Itatiaia terminou tarde, não tive tempo de acompanhar os programas esportivos e os debates. Na segunda acompanhei todo o noticiário e fiquei pasmo com as fortes reações dos dirigentes flamenguistas, inclusive com as denúncias enviadas à FIFA, com a filmagem da Globo, parecia o fim do mundo em virtude de um "suposto" erro de arbitragem. No programa Bem Amigos, do Sportv, afirmações totais por parte dos presentes de que houve pênalti e pelo absurdo da não marcação. O chefe da arbirtragem da CBF, Sérgio Coelho, falou ao Wellinton Campos na Itatiaia que houve pênalti e que o Simon tinha errado. Depois veio a punição, o árbitro do jogo não foi escalado para o sorteiro para a penúltima rodada, foi rebaixado para a série B.

Ainda no programa Bem Amigos, o Galvão Bueno foi forte ao analisar o lance e nas críticas ao Simon. O Gabriel o Pensador, falando com muita emoção, também bateu pesado no árbitro. Na imprensa, por todo lado, se falava muito mais em um pênalti não assinalado, que prejudicou o Flamengo, que tirou o Flamengo da Libertadores, do que na grande vitória do São Paulo e no equilíbrio do Brasileirão 2008. No final da tarde, a ênfase era a não escalação do árbitro para a próxima rodada e não a próxima rodada, que poderá decidir quase tudo no campeonato.

Interessante é que o Simon, mesmo contra as opiniões de todos, incluindo do diretor de arbitragem da CBF, contra as imagens da Globo mostradas por todo lado, contra as reações fortes dos flamenguistas, veio a público para reafirmar a sua decisão, continuou entendendo que não tinha errado e que não houve pênalti. Para o juiz, o zagueiro do Cruzeiro foi na bola, e a zaga saiu com ela dominada, continuava convicto sobre o lance.

A ESPN Brasil entrou em cena. A imagem do lance por um outro ângulo, onde fica claro que a queda do avante do Flamengo se deu em razão de um pisão sobre a bola e o choque entre os jogadores veio em razão do desequilíbrio do atacante flamenguista. Um jogador do Cruzeiro vinha na cobertura e saiu limpo no lance, com a bola dominada.

Veja a matéria da ESPN:

Não ouvi, porém fiquei sabendo que o Galvão Bueno já se desculpou. Gabriel o Pensador, deu uma entrevista à TV Cruzeiro (www.cruzeiro.com.br) e se disse envergonhado com a situação, pois, pelo ângulo da ESPN fica claro que não houve pênalti. Ao Sério Correa, diretor de arbitragem da CBF, eu espero que ainda venha a público para pedir desculpas ao Simon, e não ficar afirmando que houve pênalti como as informações que estão sendo ainda divulgadas. Na vida, o ser humano tem todo direito de errar, o que não pode é faltar com a humildade de reconhecer o erro quando isto fica evidente, ai, deixa de ser humano. Não é vergonha para qualquer ser humano pedir desculpas, é valor, é qualidade, é quase que uma obrigação para quem quer continuar sendo respeitado nas funções que exerce. O lance e a entrevista do Gabriel o Pensador podem ser visto na TV do Cruzeiro - www.cruzeiro.com.br e no site do Gabriel - www.gabrielopensador.com.br

Espero que o acontecimento relatado e suas consequências sirvam de exemplos para todos os envolvidos, como serviu para o Gabriel. Mais uma vez eu grito pelo respeito ao profissional, ao ser humano, o que vem faltando e muito no meio esportivo. É direito e dever não concordar, quando fatos e opiniões se divergem, especialmente para quem comenta uma determinada situação, o que não pode é destuir o outro por um suposto erro.

Felizmente existe a imagem da ESPN, felizmente veio a tona quem acertou, e quem errou. Quem falou que o Simon, depois de ter visto o lance pela TV deveria calçar as sandálias de São Francisco e reconhecer o erro, com certeza usa outra coisa nos pés, jamais as sandálias da humildade. Que tudo sirva de exemplos: olhe para os pés e veja se calça as sandálias antes de sugerir alguém que faça o mesmo. Olhe para cima e tenha cuidados com o seu telhado, veja de de que ele é, antes de atirar pedra sobre o telhado do outro.

Depois de tudo, será que as imagens, o mundo eletrônico, podem influenciar na decisão instantânea de um juiz de futebol?

Será que o quarto árbitro, pode ficar com um equipamento eletrônico, recebendo informações paralelas e repassando ao árbitro principal?

Será que as marcações dos auxiliares, os bandeirinhas, devem continuar sendo reconhecidas por alguns árbitros como correções absolutas? Alguns auxiliares chegam até mesmo a, antes do árbitro principal confirmar um lance, invadir as 4 linhas, para auxiliar na indicação do local da falta, um dos maiores absurdos que tenho visto nos últimos tempos em termo de arbitragem, e ninguém dá um basta nisto.

Quero finalizar cumprimentado dois personagens no episódio: Ao Simon pelo acerto e pela posição firme e ao Gabriel pela dignidade de reconhecer o erro. Todos que tiveram a mesma atitude do Gabriel, sintam cumprimentados. Quem ainda não seguiu o exemplo ainda há tempo.

Escrito por Domingos Sávio Baião às 12h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Série A do Brasileiro: Dança dos técnicos para 2009

O poder que um treinador de futebol passou a exercer em um clube, especialmente perante ao torcedor e à imprensa, transformou este profissional em alvo dos noticiários esportivos diários. Com isto, estando o Campeonato Brasileiro na reta final, surgem por todos os lados notícias e especulações sobre a dança dos técnicos para 2009. Abaixo algumas considerações e possibilidades.

 

Murici Ramalho: um treinador vitorioso que gosta de afirmar ser apenas técnico de futebol e não dirigente do clube. Já disse em outra oportunidade gostar de trabalhar em São Paulo e não ter interesse em ir para outro Estado. Deve permanecer no São Paulo a não ser que sejam confirmados os boatos de sua ida para a Seleção Brasileira, convite que, se ocorrer, certamente o Murici não irá recusar.

 

Wanderley Luxemburgo: Não deve ficar no Palmeiras. Há uma possibilidade de ir para o Flamengo ou para o exterior. Também não é carta fora do baralho para o Atlético Mineiro. O Presidente do Atlético, antes de ser eleito, disse não descartar uma parceria no Atlético envolvendo o Luxemburgo. Não acredito na possibilidade do Wanderley vir assumir a Seleção Brasileira e tão pouco voltar para o Cruzeiro.

 

Caio Júnior: Parecia tranqüilo no Flamengo, porém os boatos de uma possibilidade do Wanderley Luxemburgo assumir o time da Gávea pode gerar uma mudança. O próprio Palmeiras poderá ser o futuro do Caio Júnior. Grêmio é uma outra opção e o Botafogo também. O treinador tem convites também para o exterior.

 

Ney Franco: Não deve ficar no Botafogo, é bem avaliado no Cruzeiro, porém, tudo irá depender da permanência do Adilson Batista no comando da equipe celeste. O futebol japonês é uma outra porta que poderá abrir para o Ney Franco.

 

Adilson Batista: O futuro presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, já disse que o Adilson só não fica no Cruzeiro se não quiser. Há um desgaste do treinador com parte da imprensa mineira e com parte da torcida, tudo isto irá pesar para uma decisão. Se não permanecer o Adilson, abre vaga para o Ney Franco. Ao mesmo tempo, se o Adilson não permanecer no Cruzeiro pode ir para o Palmeiras ou para o Grêmio.

 

Celso Roth: Se o Grêmio for Campeão o treinador deverá permanecer, se não for, deverá sair. Isto, com base no que disse recentemente o presidente da equipe Gaúcha. Se sair Celso Roth, Adilson Batista e Caio Júnior, quem estiver desempregado dos dois, poderá ter chance. No Grêmio há um carinho muito especial pelo Adilson Batista, que, se for convidado, analisará com carinho a proposta, se ainda não tiver acertado a permanência no Cruzeiro.

 

Marcelo Oliveira: Pelo que vem fazendo na equipe atleticana merece permanecer. Tudo vai depender do que está na cabeça do presidente Alexandre Kallil. Se o Marcelo não for confirmado como treinador do Atlético para 2009, poderá assumir algum dos clubes, do interior paulista, que estão subindo para a série A do Brasileiro. O Botafogo também poderá ser o futuro do Marcelo Oliveira.

 

Dorival Júnior: Já anunciou a saída do Coritiba. Interior Paulista ou Botagogo são duas possibilidades. Parece que ele está com uma proposta reservada.

 

Vagner Mancini: Pode deixar o Vitória e ir para o Coritiba. Também é cobiçado pelo interior paulista.

 

Silas: Depois do sucesso no Avaí poderá ter uma chance na série A. Uma porta poderá ser aberta no Vitória da Bahia. Não será surpresa até mesmo se o Silas aparecer no São Paulo em 2009, caso o Murici assuma a Seleção Brasileira.

 

Algumas mudanças serão para já e a saída de um abre a possibilidade da entrada de outro. Mudanças também acontecerão durante os 3 primeiros meses do ano, ao final, dificilmente teremos algum treinador dos listados acima desempregado em 2009, todos já mostraram suas competências e contam com portas abertas no vasto mercado do futebol.

 

Você tem alguma informação sobre mudança de técnico? Deixe registrado no Blog do Baião. Vamos ver quais são os amantes do futebol bem informados.

Escrito por Domingos Sávio Baião às 13h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Questão de Opinião

Atacado por uma forte gripe que não me permite exercer minhas atividades normais desde a sexta feira, estou em casa tomando os medicamentos, assistindo os jogos e ouvindo as brilhantes narrações do Alberto Rodrigues e do Milton Naves com vitórias parciais do Goiás frente ao Cruzeiro por 3 a 0 e do Atlético frente ao Botafogo por 1 X 0.

Quero voltar um pouco sobre o artigo que postei neste Blog falando do relacionamento do Adilson Batista com parte da torcida do Cruzeiro e com parte da imprensa, onde manifestei a minha opinião sobre a necessidade de reconhecer méritos do treinador na campanha do time. Foram e ainda estão sendo muitas as manifestações de colegas de imprensa e de visitantes do Blog e isto faz com que eu volte ao assunto. Todas as manifestações são importantes, as que concordam com meu posicionamento e as que não concordam, não vou no entanto entrar em polêmica, pois não foi este o objetivo de eu ter escrito e postado o artigo no Blog. As manifestações dos leitores do Blog estão nos comentários postados, todos liberados, tirando apenas aqueles que agrediram diretamente pessoas.

O grande detalhe do artigo é que ele pediu uma refexão de todos para uma união em torno do futebol mineiro e levantou uma questão difícil de ser debatida, até onde nós da imprensa somos certos em nossas críticas. Com a possibilidade do Cruzeiro ganhar o título, o pedido de reflexão foi também dirigido ao torcedor do Cruzeiro, aquele que faz parte do grupo das váias e da marcação serrada sobre o Adilson.

Importante relembrar aqui, que tive um mesmo posicionamento, quando pedi apoio aos colegas da imprensa e ao torcedor do Atlético, que estavam impacientes com o time quando da passagem pela zona do rebaixamento. Naquela oportunidade eu disse que era mais fácil apoiar o Atlético naquele momento do que lutar novamente em uma segunda divisão, então não era momento de puxar para baixo. Minha manifestação foi na Grande Resenha Esportiva da Itatiaia e tive a opinião respeitada pelo Emanuel Carneiro, apresentador do programa.

As duas posições de minha parte foram semelhantes porém algumas reações foram inversas. No artigo sobre o Adilson, ouvi, por exemplo, que critiquei colegas de imprensa. Volto a reafirmar que apenas emiti minha opinião sobre um determinado assunto, não citei nome de ninguém e pedi mais união em torno do Cruzeiro na tentativa de buscar mais um título para Minas Gerais, o mesmo que fiz em relação ao Atlético.

Ouvi também á observação de eu ter postado o artigo no site oficial do Cruzeiro, o que não é a verdade, apenas autorizei a postagem do link do Blog no site do clube, tendo em vista que o assunto interessava ao torcedor do Cruzeiro. A autorização foi dada respondendo a uma consulta do Guilherme Mendes, por parte do Cruzeiro.

Ouvi ainda a observação sobre ser posicionamento de torcedor, já fui chamado também de atleticano, de americano, de vilanovense, em virtude de outras manifestações. Deixo claro, no entanto, sempre que indagado, nunca neguei meu clube de preferência, até porque respeito a inteligência do torcedor, do ouvinte da rádio, do leitor do Blog. Querer que o torcedor acredite que eu não tenha um clube de preferência é duvidar da inteligência dele, torcedor. Tenho também uma vida anterior à minha estada da imprensa e não posso negar a minha história, o meu passado. Eu jamais negarei, por exemplo, a importância da Itatiaia na minha história de vida.

Gosto também, em toda oportunidade que tenho, relembrar o ensinamento ofertado por meu pai quando eu tinha 10 anos: - Na vida, é melhor disputar espaço com um grande, do que estar à frente de um pequeno. Isto significa, em uma analogia do futebol mineiro, quando mais forte estiver o Atlético mais o Cruzeiro terá que fazer para superá-lo e o inverso também é verdadeiro. 

Estou colaborador da rádio Itatiaia desde 1996, quando fui convidado pelo Emanuel Carneiro (a quem sou muito grato e faz parte da minha relação de amigos), depois de reconhecer qualidades em estudos que fiz e enviei à emissora, aproveitados pelo saudoso Osvaldo Faria e pelo Milton Naves, nas programações esportivas da Itatiaia e reconhecidos pelo Emanuel. O espaço conquistado na Itatiaia e no mundo esportivo, eu devo ao voto de confiança dado pelo Emanuel, porém, se o trabalho não tivesse qualidade e não fosse de interesse do ouvinte  (o que gera audiência), eu não estaria trabalhando com números há mais de 12 anos, com uma credibilidade muito positiva por parte de nossos ouvintes e porque não dizer, também por parte dos colegas da imprensa.

Volto a afirmar, fiz observações gerais e um pedido de reflexão por parte de cada um, por acreditar que a reflexão (a conversa com o travesseiro), é um dos caminhos para o encontro com a humildade, para correções de eventuais erros. Não adianta eu indicar ao outro a sandália de São Francisco, se eu negar colocá-la no pés quando ela é a mim indicada. Um outro caminho é avaliar as críticas como um indicativo positivo. Se alguns preferem ficar tocando no assunto, falando nas questões de forma indireta, criticando indiretamente a minha posição, continuo a entender que é um direito de cada um. Agora, falar que eu critiquei colegas de imprensa? E o que já ouvimos por aqui sobre Galvão Bueno, Luciano do Vale, Juca Kfouri, Milton Neves entre tantos outros? Eles também não são colegas de imprensa? Será que todos que manifestaram posições contrárias aos profissionais relatados, criticando as posturas deles, erraram? Pode ser que sim, pode ser que não.

Felizmente, vivemos em uma sociedade onde a esmagadora maioria das pessoas é de bem e isto faz com que a reflexão pedida esteja sendo feita. Quanto às reações, eram esperadas. Reações, defesas, assim como acertos e erros, são normais em seres humanos. Rever posições, também.

Eu poderia ter me manifestado novamente quando da vitória do Cruzeiro sobre o Grêmio, mas não, a minha opção foi deixar passar o momento, por considerar muito cômoda aquela oportunidade.

Uma outra situação que abordei, contra opiniões de muitos, foi a defesa que fiz quando da indicação do Marcelo Oliveira para o comando técnico do Atlético. Eu disse, naquela oportunidade, que só um treinador que conhecia o Atlético, conhecia a base, tinha uma boa relação com o Atlético e com os jogadores, poderia tirar o Atlético da situação em que se encontrava. A reação imediata e opinião de um colega foi que a diretoria do Atlético estava pensando pequeno. Respeitei a opinião dele, mesmo entendendo, de forma indireta, que na visão dele, eu também estava pensando pequeno.

Voltando ao caso Adilson, em nenhum momento eu me exclui dos críticos ao Adilson, porém a campanha do Cruzeiro ao longo do campeonato, me fez rever posições e entender que o treinador tem méritos. Observações que sempre recebi por parte dos experientes Emanuel Carneiro e Willy Gonser, profissionais pelos quais tenho o maior respeito. O Willy, por exemplo, manifestou um posicionamento de valorização ao trabalho do Adilson em um programa Bola na Área ao vivo na TV Alterosa, após opiniões contrárias de colegas da mesa, entre eles, eu. Não é somente a experiência que vale, uma das maiores revelações da imprensa mineira, João Vitor Xavier, que lutou e conquistou seu espaço com muita garra e muito trabalho, sempre manifestou sobre as críticas ferrenhas ao Adilson e posicionando sobre os méritos do treinador, que o João sempre reconheceu. Por várias vezes o João disse que não conseguia entender porque trantas críticas e pediu apoio ao Adilson em várias ocasiões. O João comanda um dos melhores programas esportivos no rádio brasileiro, em um horário difícil de fazer rádio, criou o programa ao estilo dele, teve apoio do Emanuel Carneiro e hoje o Programa Bastidores é uma realidade, o que é bom para a emissora e um reconhecimento profissional ao garoto de Caeté, agora, não só radialista como também vereador eleito por BH.

Aproveito aqui para parabenizar o João e o Alberto Rodrigues pelos reconhecimento público repesentado pelos votos recebidos e pelas cadeiras que ocuparão na Câmara Municipal no próximo ano. O Alberto com reeleição. 

Quero reafirmar, o que fiz foi apenas emitir a minha opinião sobre um determinado assunto e conclamar às pessoas de bem a uma reflexão. Se alguém entendeu diferente e reconhece ser uma pessoa de bem, me desculpe.  

Escrito por Domingos Sávio Baião às 19h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

As “malandragens” que atrapalham o futebol

Em tempo de tecnologia, onde a televisão passou a ser o maior investidor no futebol brasileiro, cobrindo praticamente todos os jogos, temos que tomar cuidados especiais com as “malandragens” no futebol. Ao ver o lance pela TV podemos ser enganados e formar uma opinião que não retrate a realidade.

 

Nos últimos tempos tem me chamado atenção as “malandragens” de jogadores de futebol, especialmente no futebol brasileiro, onde muitos atletas utilizam de artifícios para enganar as arbitragens e quando não enganam acabam enganando muitos críticos e torcedores, que ao assistirem os lances pela TV exclamam: viu, pegou! Nem sempre o choque no futebol é falta. Nem sempre o choque no futebol é falta do marcador, muitas vezes é de quem está de posse da bola. Vou relatar abaixo algumas das “malandragens” mais marcantes no futebol que precisam de maiores e melhores análises por parte de comentaristas e torcedores e que precisam ser coibidas pelas entidades esportivas. É comum, nas mesas esportivas que comentam futebol, opiniões diferentes dos profissionais presentes sobre um determinado lance. Registro abaixo alguns itens que vejo como "malandragens" que nos exige sempre uma melhor análise.

 

1 – O atacante com a bola dominada, especialmente no interior da área, ao aproximar de um marcador, adianta uma das pernas e arrasta a outra pelo chão com o bico da chuteira até chocar com a perna do zagueiro. Há o choque, ele cai. Acaba sendo um lance "mágico", ilusório. Se o juiz marca, está salvo, a TV vai mostrar que houve o choque, se o juiz não marca, é execrado por quase todo mundo, especialmente pelo torcedor a quem interessa o resultado dificultado pela marcação ou não do árbitro. Claro que o lance é faltoso sim, porém do atacante e não do marcador. Esta é, em minha opinião, a pior das “malandragens” pois interfere diretamente no resultado do jogo, e temos doutores nela que envergam jaquetas dos principais clubes brasileiros. Têm os “malandros” que se jogam na área até mesmo sem serem tocados.

 

2 – O jogador, com a bola dominada, vira de costa para o marcador. Uma jogada característica das proximidades da linha de fundo, das linhas laterais ou de quem gastar o tempo. Ao sentir estar sem saída da marcação, o jogador que domina a bola usa o bumbum para deslocar o marcador e cai. Quase sempre o juiz assinala falta em favor de quem está com a bola dominada, que já cai segurando a bola com as mãos, e a falta é contra ele, falta dupla.

 

3 – O jogador quando sente um adversário subindo para a bola e que ele, marcador, não tem a impulsão necessária, ele para à frente de quem sobe e há o choque. Como um está mais alto do que o outro, fica parecendo um lance faltoso de quem sobe e não é. Não estou falando da cama-de-gato, quando um jogador abaixa para derrubar aquele que sobe, esta jogada deveria ser banida do futebol com expulsão de quem usa tal recurso.

 

4 – O goleiro, aproveitando da proteção que tem dentro da pequena área, muitas vezes sobe sobre o atacante para pegar a bola, como ele usa as mãos, tem oportunidade de projetar mais o corpo. É o goleiro que vai de encontro ao atacante e entra a afirmação de que o goleiro é “intocável” na pequena área. Há uma diferença muito grande quando o goleiro vai de encontro ao atacante e quando o atacante vai de encontro ao goleiro. Somente o segundo é lance faltoso, o primeiro não, é lance normal de jogo, desde que o alvo seja sempre a bola.

 

5 – Os lances voadores. Quem está de posse da bola, em velocidade, sofre uma entrada mais forte de um adversário que vem na cobertura, muitas vezes tocando apenas a bola, sem nenhum choque. O atleta que estava de posse da bola, voa de forma acrobática e sai rolando pelo gramado. Quase sempre, em lances rápidos, o juiz é traído, marca a falta e ainda aplica cartão contra aquele que veio de encontro ao lance. Imediatamente o outro atleta levanta aliviado, atingiu o objetivo dele, não o da boa prática do futebol.

 

6 – O agarra-agarra na área quando de bolas levantadas, sejam em cobranças de escanteios ou faltas pelas laterais dos ataques. É de impressionar como atletas utilizam “descaradamente” de tais artifícios. Tem até aquele que agarra para que um companheiro na cobertura leve vantagem no lance.

 

7 – As reclamações. O juiz marca um lance faltoso, o jogador sabe que fez a falta e mesmo assim reclama fortemente contra a marcação da arbitragem. Muitas vezes, um atleta que nem participou do lance é quem reclama, sem sequer ouvir o companheiro para saber dele se cometeu ou não a falta. São artifícios para intimidar arbitragem.

 

8 – Um jogador da equipe que está vencendo, ao sentir que será substituído, cai estatelado no gramado sem que nada tenha acontecido, obrigando a retirada por maca. Quando chega do lado de fora do gramado levanta e sai caminhando tranquilamente. O único objetivo é gastar o tempo.

 

Hoje, em tempo de tecnologia, é preciso que as “malandragens” acima relatadas sejam coibidas no futebol, durante ou depois do jogo. Não venham me dizer que futebol é bom por isto, não é verdade, futebol é bom pela boa técnica, bons dribles, boas arrancadas, boas marcações, choques de corpo, bons esquemas, gols, defesas. O futebol como tudo na vida dispensa as “malandragens” e dispensa os “malandros”.

 

Dirigentes esportivos, comissões técnicas, representações dos atletas, entidades esportivas, precisam adotar providências para conscientizar os atletas para a boa prática do futebol. O que eu não quero que façam comigo não posso fazer com os outros. As entidades esportivas precisam punir os atletas que usam como artifícios as “malandragens” relatadas, entre outras, ainda que não relatadas em súmula. Só assim o futebol passará a ser visto e comentado de forma diferente. Nenhuma das “malandragens” acima relatadas é difícil de ser detectada com os recursos da tecnologia, das imagens.

Escrito por Domingos Sávio Baião às 12h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Visitante número: