História de Vida
 
As marcas do tempo Como sempre gosto de afirmar, nasci em Padre Fialho (Garimpo) - Matipó (MG), há quase 52 anos, mais precisamente em 29 de agosto de 1957. É mais de meio século de história, idas e vindas, enfrentando novos desafios, escrevendo no presente a história que vai passando e ganhando novos capítulos e abrindo espaços pela frente para outros, onde sempre me deparo com as encruzilhadas, com várias opções para seguir em frente, muita vezes, tendo que escolher um único caminho, que nem sempre é em linha reta, que nem sempre é a continuação do caminho que estou pisando. Em 1968, com 10 anos de idade, meus pais mudaram para Oratórios, à época município de Ponte Nova, hoje cidade emancipada. Por lá morei 3 anos depois mudamos para Ponte Nova, onde morei no centro, depois uma parte muito importante da vida no bairro da Raza e por fim no Bairro Triângulo Novo. Em 1976, com 18 anos, resolvi enfrentar o primeiro desafio sem a escora do saudoso pai Antônio Baião e da saudosa mãe e eterna mestra Delizete Brandão Baião, vim para Belo Horizonte onde morei por 3 anos, trabalhando e estudando. No final de 1978 voltei para Ponte Nova, para a casa dos meus pais, e passei a buscar opções de trabalho. Ingressei na Rádio Sociedade de Ponte Nova, como repórter esportivo e fui contratado pela Editora Folha de Viçosa, detentora à época do principal jornal impresso da região, onde além de atender aos assinantes no escritório da empresa em Ponte Nova, eu era responsável pela produção da página esportiva do jornal, contando com apoio e revisão do meu amigo Guega, o Jornalista Francisco Eustáquio Salgado, que há muito tempo reside e trabalha em Belo Horizonte. Em 1982, um ano decisivo em minha caminhada, fui contratado pelo BEMGE, onde fiz e continuo a fazer carreira bancária, estando Gerente de uma das maiores instituições financeiras do mundo, o Itaú Unibanco. Também em 1982 me casei com a Margarida, onde formamos uma família com a chegada da 1ª, da 2ª e da 3ª filhas. Com o investimento na carreira bancária, tive que me ausentar por algum tempo do rádio, pois trabalhei ainda no BEMGE nas cidades de São José do Goiabal e Manhuaçu. Em 1989, depois de participar de um curso de Administração Bancária, patrocinado pelo Bemge, com 1.800 horas aulas, fui convidado para trabalhar na área de Poder Público do Banco em Belo Horizonte, onde estou até hoje, agora no Itaú, graças ao processo de privatização do Banco do Estado de Minas Gerais. Antes disto, mais precisamente em 1996, como sou formado em Matemática e gosto da comunicação, com vários cursos no segmento, uma porta foi aberta pelo Emanuel Carneiro na Rádio Itatiaia, e como, atividade de lazer, passei a comentar números no futebol aos finais de semana. Fui conquistando o meu espaço, ganhando a confiança do amante do futebol e o que, para mim, continua sendo uma atividade de lazer, passou a ser para muitos ouvintes da Itatiaia sinais de onde o time do coração de cada um pode chegar. A minha caminhada na Itatiaia não é diferente das mais diversas caminhadas enfrentadas por qualquer ser humano. Há encontros e desencontros, rumos a serem seguidos e rumos que precisam de correção, tudo para que o meu lazer de comentar futebol seja sempre e antes de tudo um GRANDE PRAZER, uma GRANDE SATISFAÇÃO. A vida é assim. O Itatiaia me propiciou a abertura de novos caminhos, me tornei conhecido por mais diversos profissionais da mídia esportiva mineira e agradeço o respeito e a confiança que sinto ter por parte da esmagadora maioria deles, profissionais da comunicação esportiva e especialmente do ouvinte Itatiaia, que é a luz no horizonte que ilumina o meu desejo de fazer cada vez mais bem feito o meu trabalho, curtir o meu lazer. Encruzilhadas aparecem todos os dias, novos caminhos pela frente que sempre estão exigindo da minha parte uma tomada de posição. Servi de exemplo na comunicação a pessoas que fazem parte da minha vida, da minha alegria e motivação de viver. A minha filha mais velha, Paula Carina, é jornalista formada pela Newton Paiva, pós graduada pela UFMG e hoje enfrenta mais um desafio em bancos universitários, está a cursar MODA na Estácio de Sá em Belo Horizonte. A minha filha do meio, Izabela Marina, escolheu um outro caminho, está no último ano de PSICOLOGIA da FUMEC e a filha mais nova Rafaela Cristina, que está passando uma temporada nos Estados Unidos (felizmente estará de volta, com as Graças de Deus na próxima sexta feira), também está seguindo o jornalismo, estando cursando o último ano na Estácio de Sá em Belo Horizonte. A vida é assim. Durante um tempo a gente segue os pais, depois há a necessidade da emancipação que é facilitada sempre quando se tem o apoio dos pais, depois conquista o espaço, forma uma família, vem os filhos que nos seguem durante muito tempo, depois gritam pela emancipação, que exige o apoio paterno e materno, para que sigam a caminhada individual de cada um. A gente passa então a ser guiado pelos filhos, de forma a sustentá-los nas aventuras, nos desafios, para que encontre o caminho da vida própria, da caminhada livre, dos novos desafios, da independência. Ao deparar com novas encruzilhadas, olho para um lado, para o outro, sinto o peso da responsabilidade como pai e a tomada de decisão não mais procura ir de encontro à minha sequência na caminhada da vida e sim o início de novas caminhadas, as das minhas filhas. Sem perder o meu compromisso de procurar fazer sempre melhor e bem feito, me vejo no dever de não pensar só em meu lazer, em meu prazer. Preciso pensar em minha responsabilidade familiar, não posso negar o meu apoio às filhas e tenho o dever de buscar, em minhas decisões, nunca prejudicar a caminhada de cada uma delas, se possível ajudar. Eu já virei a serra, passei pelo topo. Minhas filhas começam a subir e minhas mãos estão e estarão sempre estendidas, querendo Deus. No topo da serra, a sequência da minha caminhada não depende mais de uma decisão isolada, é preciso pensar nas outras pessoas, preciso continuar decidindo, porém não posso perder a noção da interferência que minhas decisões poderão causar em vidas de outras pessoas, especialmente de um trio, que se transformou ao longo do tempo, em minha principal razão de viver, o trio formado por Paula Carina, Izabela Marina e Rafaela Cristina.
De tudo, eu tenho uma certeza, seja qual for o caminho escolhido para que eu siga em frente, encontrarei sempre pessoas e pessoas na caminhada da vida. Eu encontro com você, que é muito importante em minha vida e que acaba de ler esta mensagem, por ai, em algum lugar que está reservado pela frente.
Escrito por Domingos Sávio Baião às 13h32
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